Prevenção da Aids
O Projeto Criança/Aids (PCA) acredita que a prevenção é o único caminho possível para conter a epidemia de Aids. Leia abaixo, as recomendações.
Os textos, imagens e ilustrações abaixo foram adaptados e extraídos do site do Programa Nacional de DSTs e Aids - www.aids.gov.br, do Ministério da Saúde.
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1) Faça o teste da Aids
2) Assim pega, assim não pega
3) Camisinha funciona?
4) Use corretamente a camisinha
5) Principais erros no uso da camisinha
6) Use sempre seringas e agulhas descartáveis
7) Faça o pré-natal durante a gravidez
8) Previna-se e trate adequadamente as DSTs
9) Por que tomar os medicamentos (coquetel) contra o HIV?
10) Como funcionam esses medicamentos?
11) Quando devo começar o tratamento?
12) Se o tratamento for recomendado pelo meu médico e eu não começá-lo, o que pode acontecer?
13) Existe alguma regra para tomar o medicamento?
14) Tenho que mudar meus hábitos?
15) É verdade que os medicamentos causam efeitos colaterais?
16) Quais são esses efeitos?
17) Devo interromper o tratamento por causa desses efeitos colaterais?
18) E se os sintomas continuarem ou forem muito fortes?
19) E se eu desistir de tomar os medicamentos?
20) E se eu não conseguir tomar corretamente e falhar nas doses dos remédios?
21) E a lipodistrofia? O que é e como posso prevenir?
22) Quem tem Aids e está em tratamento pode ter uma vida normal?
23) Quais os exercícios mais indicados para quem está em tratamento?
24) Posso consumir bebida alcoólica junto com os medicamentos?
25) O uso da maconha atrapalha o tratamento?
26) E o ecstasy? Tem algum perigo no uso do medicamento com essa droga?
27) E o crack, a merla ou a cocaína?
Até hoje muitas pessoas acreditam que a Aids é uma doença restrita aos chamados grupos de risco, como os profissionais do sexo ou os homossexuais. Mas a epidemia de Aids mostrou que todos têm de se prevenir: homens e mulheres, casados ou solteiros, jovens e idosos, todos, independente de cor, raça, situação econômica ou orientação sexual.

Para se prevenir da Aids, você deve usar corretamente a camisinha nas relações sexuais e apenas agulhas e seringas descartáveis. Para evitar que a Aids passe da mãe para o filho, todas as gestantes devem começar o pré-natal o mais cedo possível e fazer o teste de Aids.
As DST podem trazer sérios problemas de saúde e ainda aumentam em até 18 vezes a chance de se contrair o HIV, vírus da Aids. Por isso, a prevenção das DST é muito importante.
Faça o teste da Aids

Para detectar o HIV, é necessário fazer um teste de sangue em laboratório. Hoje ele pode ser realizado sem prescrição médica nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA), laboratórios particulares e em serviços de saúde pública.
Os CTAs contam com médicos, enfermeiros e psicólogos que acompanham a pessoa antes e depois do exame. Tudo é feito de maneira sigilosa e gratuita. O exame é feito por meio da coleta simples de sangue, com material descartável, e não é preciso estar em jejum.
E lembre-se: o exame só pode ser feito após 3 meses depois da pessoa ter se exposto a alguma situação de risco (sexo sem camisinha, uso de seringa de outras pessoas etc.). Ou seja, depois da janela imunológica: período em que seu corpo ainda não produziu anticorpos suficientes para serem detectados, podendo dar um resultado falso-negativo.
Os sintomas da Aids podem demorar até dez anos para aparecer, por isso não adianta ficar esperando pelos sintomas da Aids, não vacile! Quem se ama, se cuida. Faça o teste da Aids.
Assim pega, assim não pega

O HIV, vírus da Aids, pode ser transmitido pelo sangue, sêmen, secreção vaginal e pelo leite materno.
Sabendo disso, você pode conviver com uma pessoa portadora do HIV. Pode beijar, abraçar, dar carinho e compartilhar do mesmo espaço físico sem ter medo de pegar o vírus.
Quanto mais respeito e carinho você der a quem vive com HIV/Aids, melhor será a resposta ao tratamento, porque o convívio social é muito importante para o aumento da auto-estima das pessoas e, conseqüentemente, faz com que elas cuidem melhor da saúde.
Assim pega:
* Sexo vaginal sem camisinha;
* Sexo anal sem camisinha;
* Sexo oral sem camisinha;
* Uso de seringa por mais de uma pessoa;
* Transfusão de sangue contaminado;
* Da mãe infectada para seu filho durante a gravidez, no parto e na amamentação;
* Instrumentos que furam ou cortam não esterilizados.
Assim não pega:
* Sexo desde que se use corretamente a camisinha;
* Masturbação a dois;
* Beijo no rosto ou na boca;
* Suor e lágrima;
* Picada de inseto;
* Aperto de mão ou abraço;
* Sabonete/toalha/lençóis;
* Talheres/copos;
* Assento de ônibus;
* Piscina;
* Banheiro;
* Doação de sangue;
* Pelo ar.
Camisinha funciona?
A camisinha pode proteger contra as DST e a Aids?

Diversos estudos confirmam a eficiência da camisinha na prevenção da Aids e de outras doenças sexualmente transmissíveis.
Pesquisa realizada nos Estados Unidos demonstrou que o uso correto e sistemático da camisinha em todas as relações sexuais previne em 95% a transmissão do HIV.
Outro estudo realizado nos EUA mostrou que o HIV não pode atravessar a camisinha. O látex foi ampliado 2 mil vezes (utilizando-se de microscópio eletrônico) e não foi encontrado nenhum poro. Examinou-se, também, as 40 marcas de preservativos mais utilizadas em todo o mundo, ampliando 30 mil vezes (nível de ampliação que possibilita a visão do HIV) e nenhum apresentou poros.
Quanto à possibilidade de a camisinha estourar durante o ato sexual, pesquisas sustentam que as taxas de rompimentos são inferiores a 1%, e que o fato dela arrebentar deve-se muito mais ao uso incorreto do que falha do produto em si.

O dado mais convincente sobre a efetividade da camisinha foi demonstrado por estudo realizado entre casais onde um dos parceiros estava infectado pelo HIV e o outro não. Foi demonstrado que com o uso consistente do preservativo a taxa de infecção pelo HIV nos parceiros não infectados foi menor que 1% ao ano. O uso correto e consistente da camisinha contribui, de forma concreta, desde a prevenção de enfermidades até a gravidez indesejada.
Esses estudos mostram que o uso correto da camisinha protege contra as doenças sexualmente transmissíveis e a Aids.
Use corretamente a camisinha
Sexo seguro é com camisinha
A camisinha (preservativo) é a maneira mais fácil e eficiente de impedir o contato com o sangue, esperma e secreção vaginal, evitando a transmissão de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), como a Aids. Use sempre camisinha, desde o começo de todas as relações sexuais.
Verifique sempre a data de validade da camisinha na embalagem e para guardá-la prefira locais frios e secos. Deixar a camisinha por muito tempo na carteira ou no porta-luvas do carro pode estragá-la.
Como usar a camisinha masculina

Abra a embalagem com cuidado - nunca com os dentes - para não furar a camisinha. Coloque a camisinha somente quando o pênis estiver ereto.

Desenrole a camisinha até a base do pênis, mas antes aperte a ponta para retirar o ar. Só use lubrificantes à base de água, evite vaselina e outros lubrificantes à base de óleo.

Após a ejaculação, retire a camisinha com o pênis ainda duro, fechando com a mão a abertura para evitar que o esperma vaze da camisinha.

Dê um nó no meio da camisinha e jogue-a no lixo. Nunca use a camisinha mais de uma vez. Usar a camisinha duas vezes não previne contra doenças e gravidez.
Cuidados necessários ao usar a camisinha masculina
* Colocar a camisinha desde o começo do contato entre o pênis e a vagina.
* Tire a camisinha com o pênis ainda duro, logo depois da ejaculação.
* Apertar a ponta da camisinha enquanto ela é desenrolado para tirar o ar. Se o reservatório destinado ao sêmen estiver cheio de ar, a camisinha pode estourar.
* Usar somente lubrificantes à base d'água. Somente lubrificantes à base d'água devem ser utilizados junto com a camisinha, como é o caso do KY. Já a vaselina e outros lubrificantes à base de petróleo não devem ser usados, já que causam rachaduras na camisinha, acabando com a capacidade dele de proteger contra doenças e gravidez.
* Transar uma única vez com cada camisinha. Usar a camisinha mais de uma vez não previne contra gravidez e DSTs.
* Guardar a camisinha em locais frescos e secos.
* Nunca abra a camisinha com os dentes ou outros objetos que possam danificá-la.
Como usar a camisinha feminina
Para colocar a camisinha feminina encontre uma posição confortável. Pode ser em pé com um pé em cima de uma cadeira; sentada com os joelhos afastados; agachada ou deitada.

Segure a argola menor com o polegar e o indicador.

Aperte a argola e introduza na vagina com o dedo indicador.

Empurre-a com o dedo indicador.

A argola maior fica para fora da vagina, isso aumenta a proteção.
Depois da relação, retire a camisinha feminina torcendo a argola de fora para que o esperma não escorra e jogue-a no lixo. Nunca use a camisinha feminina mais de uma vez.
Cuidados necessários ao usar a camisinha feminina:
* Usar a camisinha feminina desde o começo do contato entre o pênis e a vagina.
* Transar uma única vez com cada camisinha feminina. Usar a camisinha feminina mais de uma vez não previne contra a gravidez e DSTs.
* Guardar a camisinha feminina em locais frescos e secos.
* Nunca abra a camisinha feminina com os dentes ou outros objetos que possam danificá-la.
Principais erros no uso da camisinha
Usar só na hora da penetração
A camisinha deve ser colocada desde o começo do contato entre o pênis e a vagina.
Só tirar depois que o pênis amolecer dentro da vagina
Com o pênis mole, o sêmen pode vazar da camisinha entrando em contato com a vagina. Tire a camisinha com o pênis ainda duro, logo depois da ejaculação.
Colocar do avesso
Assim é mais difícil colocar a camisinha e o rompimento pode acontecer facilmente.
Não tirar o ar do reservatório ao colocar a camisinha
Se o reservatório destinado ao sêmen estiver cheio de ar, a camisinha pode estourar. Por isso, é importante apertar a ponta do preservativo enquanto ele é desenrolado.
Só colocar na hora da ejaculação
A transmissão de DST e a gravidez podem acontecer antes da ejaculação.
Passar lubrificantes que não sejam à base d'água
Somente lubrificantes à base d'água devem ser utilizados, como é o caso do KY. Já a vaselina e outros lubrificantes à base de petróleo não devem ser usados, já que causam rachaduras no preservativo, acabando com a capacidade dele de proteger contra doenças e gravidez.
Transar duas vezes com a mesma camisinha
A camisinha só pode ser usada uma única vez. Usá-la mais de uma vez não previne contra a gravidez e as DSTs.
Guardar em lugar incorreto
Guardar a camisinha na carteira ou no porta-luvas pode danificá-la. Por isso, mantenha-a em locais frescos e secos.
Abrir com os dentes e outros objetos cortantes
Nunca abra a camisinha com os dentes ou outros objetos que possam danificá-la.
Use sempre seringas e agulhas descartáveis
O uso de drogas injetáveis é uma das principais formas de transmissão do vírus da Aids. Os programas de redução de danos, que incluem a troca de seringas, são uma estratégia de saúde pública que buscam dar resposta a este crescimento.
Cuidados básicos para quem se injeta
Se você usa drogas injetáveis, precisa seguir algumas regras básicas. Por isso, dê uma olhada nas seguintes recomendações:
* use sempre o seu próprio equipamento (seringa, agulha, água, colher, copo etc.). Todos esses instrumentos oferecem risco de contaminação;
* não compartilhe o local onde prepara a dose;
* não reutilize agulhas;
* use agulhas bem pequenas para se injetar;
* use pequenas quantidades de água para dissolver;
* limpe o local com álcool antes de se aplicar;
* pressione o local aplicado com o polegar;
* não repita a dose com a mesma seringa;
* não repita a dose na mesma veia;
* tome cuidado ao descartar seu equipamento de injeção;
* coloque instrumentos (agulha, seringa etc.) numa lata de refrigerante vazia ou numa caixa segura;
* saiba que droga com impurezas pode causar infecção das válvulas do coração e dos vasos sangüíneos, feridas na pele e infecção generalizada;
* para fortalecer as veias, pressione com as mãos uma bolinha de borracha ou de papel. Repita sempre esse exercício.
Pontos para injetar

Pontos seguros (verdes): veias do braços e dos antebraços e veias das pernas.
Pontos a considerar (amarelos): pés (veias pequenas, muito frágeis, injeção dolorosa).
Pontos perigosos (vermelhos): pescoço, rosto, abdômen, peito, coxas, sexo e pulsos.
Kit de redução de danos: estão disponíveis kits com seringas, agulhas, garrotes, lenços anti-sépticos, preservativos, copo de plástico e água para a mistura da droga. O objetivo é reduzir os danos à sua saúde.
Overdose
Para evitar a overdose, preste atenção:
* não misture álcool com outras substâncias. O risco é muito maior;
* não injete quando estiver sozinho. Tente fazer isso com alguém por perto;
* se estiver experimentando uma nova droga ou tiver mudado de fornecedor, divida em duas doses.
E o que fazer quando alguém tem overdose?
* não entre em pânico. Fale com a pessoa, faça-a caminhar, dê uns beliscões... A questão é evitar que ela apague;
* se a pessoa não estiver respirando, faça respiração boca a boca;
* se ela estiver inconsciente, deite-a de lado, com a cabeça para trás;
* não a deixe sozinha. Se realmente tiver de ir, tome cuidado para ela não se virar nem ficar de barriga para cima;
* chame a ambulância e diga o que a pessoa tomou. E fique tranqüilo: o sigilo médico protege tanto o usuário de drogas quanto você.
Faça o pré-natal durante a gravidez
Para garantir uma gestação e um parto com saúde, toda gestante precisa fazer o pré-natal. Quanto mais cedo procurar um serviço de saúde, maiores as chances de o bebê nascer saudável. É durante o pré-natal que a mulher faz os exames necessários para saber se ela e seu filho estão bem.
Peça ao seu médico para fazer o teste da Aids.
Transmissão da Aids da mãe para o bebê
O vírus da Aids, o HIV, pode ser transmitido para o recém-nascido em três momentos: durante a gravidez, no parto ou na amamentação.
O tratamento que pode evitar que o bebê tenha Aids é feito com o remédio AZT, distribuído gratuitamente na rede pública de saúde. Quando mais cedo a gestante soropositiva iniciar o tratamento, maiores as chances de a criança nascer sem o HIV.
Proteja seu bebê da Aids
A transmissão do vírus da mãe para o filho é responsável pela maioria dos casos de Aids em crianças. O tratamento da gestante HIV + aumenta em até 70% a chance de o bebê nascer sem o vírus. Por isso, a mulher precisa exigir o teste da Aids quando fizer o pré-natal. Caso o resultado dê positivo, deve exigir o tratamento adequado.
Previna-se e trate adequadamente as DSTs
O que são Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs)?
AS DSTs são doenças transmitidas por meio da relação sexual, seja de homem com mulher, homem com homem ou mulher com mulher. Em geral, a pessoa infectada transmite a DSTs para seus parceiros, principalmente quando acontece penetração.
Ao contrário do que muita gente pensa, as DSTs são doenças graves que podem causar disfunções sexuais, esterilidade, aborto, nascimento de bebês prematuros com problemas de saúde, deficiência física ou mental, alguns tipos de câncer e até a morte. Uma pessoa com DST também tem mais chance de pegar outras DSTs, inclusive a Aids.
Quem pode pegar DSTs?
* Quem tem relações sexuais sem camisinha;
* Quem tem parceiro que mantém relações sexuais com outras pessoas sem camisinha;
* Pessoas que usam drogas injetáveis e compartilham seringas;
* Pessoas que têm parceiros que usem drogas injetáveis, compartilhando seringas;
* Pessoas que recebem transfusão de sangue não testado;
* Qualquer um - casados, solteiros, jovens, adultos, ricos ou pobres - pode pegar DST.
Quais os principais sinais das DSTs?
Feridas (úlceras): aparecem nos órgãos genitais ou em qualquer parte do corpo. Podem doer ou não.
Corrimentos: aparecem no homem e na mulher no canal da uretra, vagina ou ânus. Podem ser esbranquiçados, esverdeados ou amarelados como pus. Alguns têm cheiro forte e ruim. Tem gente que sente dor ao urinar ou durante a relação sexual. Nas mulheres, quando o corrimento é pouco, só é visto em exames ginecológicos.
Verrugas: são como caroços; podem parecer uma couve-flor quando a doença está em estágio avançado. Em geral não dói, mas pode ocorrer irritação ou coceiras.
Quais os principais sintomas das DSTs?
Ardência ou coceira: mais sentidas ao urinar ou nas relações sexuais. Há pessoas que sentem as duas coisas, outras somente uma e muitas pessoas não sentem nada e, sem saber, transmitem DST para seus parceiros.
Dor e mal-estar: embaixo do umbigo, na parte baixa da barriga, ao urinar, ao evacuar ou nas relações sexuais.
Como tratar as DSTs?
* Faça apenas o tratamento indicado por um profissional de saúde, não aceite indicações de vizinhos, parentes, funcionários de farmácias etc.
* Siga a receita e tome os remédios na quantidade certa e nas horas certas.
* Continue o tratamento até o fim, mesmo que não haja mais sinal ou sintoma da doença.
* Todos os parceiros de quem está com DST devem ser conscientizados e fazer o tratamento, senão o problema continua.
* Deve-se evitar relações sexuais durante o tratamento. Em último caso, use sempre camisinha.
* Peça também para fazer o teste da Aids. É melhor sempre se prevenir.
Serviços que atendem casos de DSTs
O que são os serviços que atendem DSTs?
São serviços de saúde que pertencem ao Sistema Único de Saúde (SUS) e que contam com profissionais de saúde capacitados na Abordagem Sindrômica das DSTs, podendo ou não contar com estrutura laboratorial, promovendo a assistência clínica e o tratamento adequado, a prevenção, o fornecimento de preservativos e aconselhamento para testagem para o HIV.

Por que tomar os medicamentos
(coquetel) contra o HIV?
A Aids é uma doença que ainda não tem cura, mas tem tratamento. Tomando os remédios corretamente, você pode melhorar sua qualidade de vida. Os medicamentos se chamam anti-retrovirais (ou coquetel) e são importantes para evitar que a doença avance, protegendo você de problemas mais graves de saúde.
Como funcionam esses medicamentos?
Eles impedem a multiplicação do HIV e diminuem a quantidade do vírus no organismo. Com isso, suas defesas melhoram, você fica mais forte, com menos riscos de desenvolver doenças.

Quando devo começar o tratamento?
Converse com seu médico. Sua disposição para o tratamento, seu estado geral e os seus exames são todos fatores que precisam ser considerados. Além disso, lembre-se de que o tratamento é um compromisso diário, uma nova rotina para você. Por isso, é importante saber como tudo vai funcionar e como você pode contribuir para o processo.
Se o tratamento for recomendado pelo meu
médico e eu não começá-lo, o que pode acontecer?
O HIV (vírus da Aids) se multiplica no organismo e enfraquece a sua imunidade (que é a defesa do seu corpo). Dessa forma, você fica mais frágil para desenvolver doenças oportunistas, que podem se tornar mais graves.

Existe alguma regra para tomar o medicamento?
Sim. Cada tratamento tem uma forma de ser seguido. Alguns remédios devem ser tomados com o estômago cheio, outros com o estômago vazio. O importante é seguir a orientação da equipe de saúde que o acompanha, pois eles irão adaptar os horários de acordo com a sua rotina de vida. E mais importante ainda é não esquecer de tomar os medicamentos nas horas determinadas e nas doses certas.
Lembrar: doença oportunista é aquela que se aproveita de um organismo debilitado (com baixa imunidade) para se desenvolver, como o herpes, a toxoplasmose e a tuberculose.
Tenho que mudar meus hábitos?
Quem tem uma doença como a Aids precisa manter e incluir hábitos saudáveis no seu cotidiano, tais como: praticar exercícios, ter uma alimentação equilibrada, transar sempre com camisinha e tomar os remédios diariamente. Com o tempo, isso vira hábito, assim como tomar banho ou escovar os dentes.

É verdade que os medicamentos
causam efeitos colaterais?
Sim. No começo do tratamento é comum ter sensações desagradáveis, que podem desaparecer com o tempo. Qualquer medicamento (não só contra a Aids) pode trazer efeitos negativos para o organismo. O importante é dar continuidade ao tratamento, pois seu organismo vai se acostumando com os novos remédios. Sempre que você sentir algo diferente ou incômodo, procure o serviço de saúde onde você faz seu acompanhamento.
Quais são esses efeitos?
Os mais comuns são enjôos, vômitos, diarréia, insônia, dor de cabeça e mal-estar. Em geral, acontecem logo que o tratamento é iniciado e vale lembrar que, na maioria das vezes, esses sintomas são temporários e não se deve interromper o tratamento por causa deles, como você verá na próxima pergunta.

Devo interromper o tratamento
por causa desses efeitos colaterais?
Não se deve interromper os medicamentos até conversar com o médico, com raras exceções. De modo geral, o tratamento deve seguir normalmente. No momento em que estiver recebendo sua receita, procure sempre saber do médico quais efeitos o tratamento pode causar em você, para não ser pego de surpresa e não saber como agir.
ATENÇÃO! Ao iniciar o tratamento com NEVIRAPINA ou ABACAVIR, pergunte ao seu médico quais os efeitos colaterais que devem fazê-lo parar de tomar os medicamentos.

E se os sintomas continuarem
ou forem muito fortes?
Não se deve interromper os medicamentos até conversar com o médico, com raras exceções. De modo geral, o tratamento deve seguir normalmente. No momento em que estiver recebendo sua receita, procure sempre saber do médico quais efeitos o tratamento pode causar em você, para não ser pego de surpresa e não saber como agir.
E se eu desistir de tomar os medicamentos?
Interromper o tratamento totalmente, faz com que o HIV fique mais forte em seu organismo. Isso pode enfraquecer mais rapidamente suas defesas e aumentar o risco de ficar doente. O melhor é procurar o seu médico ou a equipe de saúde que o acompanha e conversar sobre suas dificuldades antes de decidir parar com os medicamentos.

E se eu não conseguir tomar corretamente
e falhar nas doses dos remédios?
O HIV se tornará mais resistente aos medicamentos, levando à falha do tratamento e à necessidade de trocar os anti-retrovirais. A cada troca, diminui a quantidade de anti-retrovirais que o médico pode receitar para combater o HIV no seu organismo.
E a lipodistrofia? O que é e como posso prevenir?
Lipodistrofia é o acúmulo ou a perda de gordura em determinadas partes do corpo. Pode acontecer aumento de gordura na barriga, mamas e na parte de trás do pescoço. A perda de gordura é mais comum nos braços, pernas, rosto e nádegas.
Além disso, essas mudanças podem vir acompanhadas por alterações dos níveis de gordura e açúcar no sangue, que aumentam o risco de doenças do coração e diabetes. Procure evitar alimentos gordurosos e frituras. Doces e massa devem ser consumidos com moderação. Atividades físicas, como ginástica e musculação, ajudam a prevenir esses efeitos.

Quem tem Aids e está em
tratamento pode ter uma vida normal?
Sim. Quem tem Aids pode levar uma vida normal: namorar, trabalhar e conviver com seus amigos e familiares. Aproveite também o dia-a-dia para se manter ativo e se exercitar, como passear com o cachorro, descer do ônibus uma parada antes, subir escadas, arrumar a casa, cuidar do jardim... Tomar sol também é muito importante, de preferência antes das 10 e depois das 16 horas.
Quais os exercícios mais
indicados para quem está em tratamento?
Caminhada, corrida, ginástica, bicicleta, natação e musculação são boas opções. Os exercícios estimulam suas defesas, ajudam a combater a depressão, a ansiedade, são bons para o funcionamento do coração e pulmão, além de manter a massa muscular e o seu corpo saudável.
Também ajudam a manter baixos os níveis de colesterol e triglicerídeos e ajudam a reduzir outros efeitos colaterais que podem ocorrer com o tratamento, como a lipodistrofia. Mas não se esqueça de checar com o seu médico quais são as atividades físicas mais adequadas para você.
Posso consumir bebida
alcoólica junto com os medicamentos?
O consumo deve ser moderado ou evitado. Embora o álcool não "corte o efeito dos medicamentos" como alguns pensam, pode agredir o fígado e aumentar os efeitos colaterais de alguns anti-retrovirais.
O álcool pode fazer você se esquecer de tomar seus remédios, o que é um grande problema. Lembre-se: tenha sempre seus medicamentos com você para tomá-los, mesmo que você tenha bebido. Não abuse de bebidas alcoólicas.
O uso da maconha atrapalha o tratamento?
Existem evidências que a maconha pode reduzir a concentração de alguns anti-retrovirais no seu sangue, o que reduz a potência dos medicamentos. Utilizando a maconha ou não, é fundamental não falhar nas doses dos remédios.
E o ecstasy? Tem algum perigo no
uso do medicamento com essa droga?
Sim. Já foram relatados casos de morte em pessoas que usavam o medicamento e que tomaram ecstasy. Seu uso deve ser sempre evitado!
E o crack, a merla ou a cocaína?
Assim como a maconha, a cocaína e seus derivados também podem reduzir a concentração de alguns medicamentos anti-retrovirais no seu sangue. Um grande problema é esquecer de tomar os medicamentos por causa das drogas. E vale a pena repetir: você não deve falhar nas doses dos remédios!
Resumindo:
1) Não tenha medo e nem vergonha de falar sobre álcool e outras drogas com a equipe de saúde que faz seu acompanhamento.
2) Nunca deixe de tomar os remédios por causa do consumo de álcool e de outras drogas;
3) O ecstasy não deve ser consumido por pessoas que usam o coquetel.

Lembre-se:
Quando for atendido no serviço de saúde, o diálogo é fundamental. Fale sobre o que está acontecendo com você e nunca saia com dúvidas. Para ajudar, procure anotar suas perguntas em um papel antes de ir à consulta. Assim, fica fácil lembrar de tudo durante o atendimento. O sucesso de seu tratamento também depende de você.

A camisinha protege você e o seu parceiro do vírus da Aids. Ela evita um novo contato com o HIV, o que pode aumentar a quantidade de vírus em seu organismo, ou te infectar com um vírus já resistente ao medicamento.
Além disso, usando o preservativo você também evita outras Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs).
Caso o seu parceiro ou a sua parceira não consigam usar a camisinha masculina, vale a pena experimentar a camisinha feminina.
Atenção: os textos e imagens desta página foram adaptados e extraídos do site do Programa Nacional de DSTs e Aids - www.aids.gov.br, do Ministério da Saúde.
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