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Testes de HIV devem ser rotina para idosos evitarem infecção

O vírus do HIV é o agente causador da conhecida Aids, a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. As formas de contágio são através de sexo sem proteção, contato sanguíneo, ou da mãe para o filho, seja durante a gravidez, no parto ou na amamentação. O Ministério da Saúde, em seu boletim epidemiológico de 2017, registrou mais de 16 mil casos de infecção por HIV, no entanto, algo a se notar é que esse número vinha crescendo gradualmente até 2016, ano que teve mais de 37 mil casos.

A dra. Vivian Helena Lida Avelino da Silva, infectologista do Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da USP, explica que há diferença entre pessoas portadoras do vírus HIV e portadoras da Aids. “É considerado infectado por HIV a pessoa que tem o teste positivo, e é doente por Aids a pessoa que já tem a imunidade baixa em decorrência da doença mais avançada.” Ela conta ainda que a notificação dos casos de infecção é compulsória e geralmente é feita no ato do tratamento, que é feito de forma gratuita.

No caso de idosos com mais de 60 anos, o boletim aponta que houve alta de 15% na taxa de infectados em 2016. Vivian divide o grupo de idosos infectados em dois: o grupo de pessoas que adquiriram o vírus quando jovens, e que, devido à eficácia do tratamento, vivem com boa qualidade de vida e com sobrevida semelhante à da população saudável; e o grupo de infecções em idade mais avançadas. Lembra que esse segundo grupo é o que está sob maior risco, pois a suspeita do HIV pode ocorrer de forma tardia, retardando o tratamento, além de essas pessoas poderem apresentar dificuldade na recuperação da imunidade, devido à idade.

Por fim, a infectologista recomenda que o teste para o vírus torne-se uma rotina. Além disso, pessoas com idade mais avançada devem buscar formas de prevenção para além da camisinha, que pode não ser tão efetiva devido a problemas de disfunção erétil, como, por exemplo, a profilaxia pré e pós-exposição – no caso pré-exposição, realização de testes que detectem o vírus; no caso pós-exposição, iniciar tratamento medicamentoso o mais rápido possível dentro de 72 horas do incidente que levou à suspeita de infecção, seja ele qual for.

Fonte: Jornal da USP