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Estudo revela como o estigma e a discriminação impactam pessoas vivendo com HIV e AIDS no Brasil

No Brasil, a maior parte das pessoas que vivem com HIV já sofreram algum tipo de discriminação, segundo pesquisa realizada pela UNAIDS com 1.784 pessoas, em sete capitais brasileiras, entre abril e agosto de 2019.

Dos entrevistados, quase 20% já perderam o emprego, 17% foram excluídos de atividades sociais por serem soropositivos e 6% relataram ter sido agredidos fisicamente.

Por muitas vezes, a discriminação estende-se ao ambiente familiar, 41% dos entrevistados já ouviram comentários negativos da própria família e 46,3% no ambiente social.

“O Brasil está em patamar similar ao dos países da África, onde não existe histórico tão grande de mobilização social e luta por direitos humanos em relação ao HIV/Aids como existiu aqui”, compara o psicólogo Ângelo Brandelli Costa, responsável pela pesquisa.

O preconceito chega até ao sistema de saúde. Segundo a pesquisa, 15,3% das pessoas ouvidas declararam ter sofrido algum tipo de discriminação por parte de profissionais de saúde e relataram, ainda, realização de testagem para HIV sem consentimento e quebra de sigilo no resultado.