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Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio – O impacto para quem convive com HIV

O dia 10 de setembro é considerado, oficialmente, o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. A data foi criada pela Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio (IASP) e conta com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O objetivo geral deste dia é conscientizar a população sobre a prevenção do suicídio em todo o mundo, alertando sobre os cuidados com a saúde mental.

Setembro Amarelo

Apesar da existência desse dia em específico, a campanha dura o mês todo, por meio da criação do Setembro Amarelo.

O período, que representa o mês nacional de prevenção ao suicídio, tem como objetivo promover a redução dos números de suicídio em todo País por meio da conscientização dos fatores de risco, dos sinais e sobre como a questão deve ser debatida durante todo o ano.

No Brasil, a campanha é organizada desde 2014 pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). Nos últimos anos, principalmente em decorrência do isolamento social, que foi uma das medidas de combate à pandemia de COVID-19, os números de suicídio aumentaram.

De acordo com dados do DataSUS, plataforma do Governo Federal que reúne informações relativas à saúde no Brasil, as mortes por lesão autoprovocada aumentaram cerca de 35% entre o período de 2011 e 2020. Só no ano de 2020 foram registrados 12.895 suicídios.

Esse número é bastante alarmante, mas não para por aí. O psiquiatra Humberto Müller, em uma pesquisa apresentada em uma audiência pública para o grupo de trabalho da Câmara dos Deputados, que é destinado ao estudo sobre o aumento de suicídio, automutilação e problemas psicológicos entre os jovens brasileiros, afirmou que a cada 45 minutos acontece uma morte por suicídio no Brasil. Mostrando a importância de falarmos sobre o tema.

Saúde mental e HIV

De acordo com um estudo realizado pela Penn State College of Medicine (Estados Unidos), entre aqueles que vivem com o vírus da imunodeficiência humana (HIV) ou que adquiriram a síndrome da imunodeficiência adquirida (Aids), cerca de 38 milhões de pessoas em todo o mundo, há maior probabilidade da recorrência de pensamentos suicidas e consumação do ato.

Segundo os pesquisadores, há uma necessidade urgente de priorizar o rastreamento e o cuidado em saúde mental em todos os ambientes de teste e tratamento do HIV. O risco deve ser avaliado em todos os pacientes, individualmente, especialmente recém-diagnosticados e com doença avançada.

O momento da descoberta pode ser muito difícil, por isso, se possível, converse com alguém de confiança e lembre-se que a medicina tem avançado muito durante os anos, e que os avanços médicos em relação ao tratamento do HIV são bem significativos, possibilitando qualidade de vida aos pacientes.

Cuidar da saúde mental é fundamental para auxiliar essas milhares de pessoas. O Projeto Criança Aids, conta com psicólogos voluntários e assistentes sociais que ajudam diversas famílias a conviver com o vírus e ter vontade de continuar vivendo.

Busque ajuda, você não está sozinho!

Fontes:

10/9 – Dia Mundial de Prevenção do Suicídio


http://www.funasa.gov.br/todas-as-noticias/-/asset_publisher/lpnzx3bJYv7G/content/dia-mundial-de-prevencao-ao-suicidio?inheritRedirect=false

Casos de suicídio no Brasil seguem em crescimento


https://doutorjairo.uol.com.br/leia/pessoas-vivendo-com-hivaids-tem-um-risco-maior-de-cometer-suicidio/
https://gpsych.bmj.com/content/34/2/e100247