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Avanços na ciência: Fiocruz vai produzir injeção que previne HIV

 

O Brasil terá acesso a um novo tipo de Profilaxia Pré-Exposição (PrEp) para prevenir o vírus da imunodeficiência humana (HIV), o Cabotegravir. A nova medicação é injetável e usada em tratamentos que buscam impedir a contaminação pelo agente infeccioso, voltado às pessoas com alto risco de exposição ao HIV.

Implementação do novo medicamento no Brasil

Esta parceria foi anunciada no mês de março no seminário conjunto Brasil e Unitaid, uma iniciativa global de saúde que trabalha com parceiros para trazer inovações para prevenir, diagnosticar e tratar doenças importantes em países de baixa e média renda, com ênfase na tuberculose, malária e HIV/AIDS e suas co-infecções. A implementação do medicamento no Brasil se deu graças ao financiamento da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), e o projeto será coordenado pelo Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/FIOCRUZ) e pelo Ministério da Saúde.

Eficácia e proteção do novo medicamento

O remédio injetável propicia oito semanas de proteção contínua contra a infecção pelo HIV, por meio de uma única injeção intramuscular. Segundo a Fiocruz, o projeto terá como público-alvo os grupos mais vulneráveis à infecção, sendo eles: homens homossexuais e mulheres trans de 18 a 30 anos. Além da longa proteção, a Fiocruz tem como objetivo facilitar o tratamento do HIV a pessoas que sofram algum tipo de preconceito por tomarem comprimidos para tratar o vírus.

Iniciativa envolverá a África do Sul

Além da implementação no Brasil, a África do Sul também terá um projeto similar. Lá o público-alvo da PrEP serão adolescentes e mulheres jovens que são infectados pelo HIV em taxas desproporcionalmente altas. Segundo dados da Fiocruz, na África subsaariana, seis em cada sete novos casos de infecção pelo HIV são em adolescentes do sexo feminino. Já as mulheres jovens obtêm o dobro do índice de infecção em relação aos homens da mesma idade.

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