Depoimentos
O Projeto Criança/Aids (PCA) é mantido pelo empenho de seus voluntários e por meio das doações de colaboradores permanentes e eventuais.
Descubra nas linhas abaixo, porquê tantas pessoas se dedicam a ajudar o próximo. São poucas horas por semana e, em pouco tempo, o voluntário descobre que sua colaboração é fundamental para a construção de uma sociedade mais justa.
Curiosamente, quando alguém perde o emprego e passa a ter mais tempo livre, vira voluntário. Inexplicavelmente, começa a procurar emprego, e em pouco tempo consegue uma nova colocação... E jamais deixa o voluntariado, uma atividade que não faz distinção de raça, sexo, cor, nível de instrução ou classe social. Participe!
Voluntários
1) Rogério Mascia Silveira
2) Fernando Oliveira
3) Virgínia Dorazio
4) Maria Alice Sampaio
5) Zuleika Faria
6) Yaeco Maria Sakai
7) Juliana Aboud
8) Maria de Fátima Arcoverde
9) Yvana Buchalla
O jornalista e webdesigner Rogério Mascia Silveira é voluntário do PCA desde julho de 2005. 'Vim convidado pelo Fernando Oliveira, um grande amigo que é colaborador do PCA desde 2003. Desde o primeiro dia, fiz novos amigos e consegui, como posso, começar a construir um mundo melhor.'
Na realidade, considero-me privilegiado por ter tido muitas alegrias na vida, como a chance de ter estudado e de pertencer a uma família, que é sólida, unida, honesta e feliz. E acredito, que colaborar com a construção e manutenção do site do PCA é uma devolução insignificante para Deus frente a tudo que ele me deu.'
Fernando Oliveira, é publicitário e voluntário do PCA desde abril de 2003. Na época, recebeu uma convocação do Grupo de Cidadania Empresarial da Fundação Cásper Líbero, onde cursava a faculdade.
'No início, somente brincava com as crianças, nos sábados à tarde, enquanto as mães faziam os cursos; depois passei a trabalhar com comunicação e publicidade, minhas áreas de formação. Desde então já fiz de tudo no PCA, banners, folhetos, convites e participei dos eventos.
Me envolvi com o Projeto e com as crianças, e não pretendo mais sair. Contrariando aquela máxima famosa, eu diria que ser voluntário é fazer o bem sabendo a quem: você mesmo'.
A psicóloga Virgínia Dorazio, conhecida no projeto como a Pequena, conta que sua história no PCA começou em 1993, quando foi convidada pelo Vanderlei, um dos voluntários fundadores, para ir receber uma doação de mantimentos, que continha sacos de arroz, caixas de leite e gêneros alimentícios.
Na época, Virgínia ainda não era voluntária, porém já tinha carro. E a ONG ainda estava instalada em sua primeira sede, localizada no bairro de Santa Cecília. Era uma sala comercial que ficava no terceiro andar de um prédio que não tinha elevador.
'Foram muitas as viagens até carregarmos toda a doação no veículo. Depois, o Vanderlei me convidou novamente para participar de um evento beneficente no teatro São Caetano. Desde então, nunca mais deixei de participar. Nem ficha tenho no PCA, porém não consigo mais ficar longe dos amigos voluntários e das crianças'.
A carioca Maria Alice Sampaio é contabilista, e mudou-se para São Paulo em 1998 para ir trabalhar em uma instituição financeira. Uma amiga do trabalho, a voluntária Roseli, contou-lhe a respeito do serviço social prestado por uma ONG paulistana que auxiliava crianças carentes e suas famílias. Ficou encantada com a assistência social prestada pelo PCA e nessa época, sofreu um grave problema de saúde.
Durante sua recuperação, Alice sentiu necessidade de fazer algo que melhorasse sua auto-estima e que assim, também acelerasse a convalescença. Assim, em janeiro de 2002 tornou-se colaboradora freqüente e passou a auxiliar o PCA em diversas atividades. É uma cozinheira de mão-cheia e participa ativamente nas festas beneficentes, como as macarronadas. E também é uma campeã na venda de convites para os eventos.
Zuleika Faria é psicóloga e tomou conhecimento do PCA em um salão de beleza, em 2002. Uma assistente social que era irmã da manicure organizou uma campanha e pediu doações para as clientes. Ela topou colaborar e ofereceu roupas de suas três filhas, que na época tinham entre sete e dez anos.
Tempos depois, Zuleika abriu uma floricultura localizada distante somente duas quadras da Rua Apotribu, 261, a terceira e atual sede do PCA. O trabalho em sua loja a impedia de participar de todas as atividades do projeto, porém, sempre que era possível, comparecia e ajudava, em especial o bazar, que era coordenado pelos voluntários Alice e Valder.
Nessa época, seu marido sofreu um sério acidente e acabou ficando desempregado. Ela precisou fechar seu negócio e enfrentou sérias dificuldades. Porém, no PCA, encontrou o apoio e a solidariedade dos voluntários que precisava para se reerguer. Atualmente é colaboradora ativa e ministra cursos nos sábados para as mães das crianças. 'Adoro o contato com as crianças e sempre convido mais pessoas para participarem das atividades', conta.
A aposentada Yaeco Maria Sakai é colaboradora desde 2001 e trouxe para o PCA grande parte de sua experiência como voluntária, em especial na arrecadação e montagem de sacolas entre seus ex-colegas de banco. Maria, como é conhecida no PCA, mesmo morando longe, em Guarulhos, comparece no projeto todas as terças-feiras.
Muito caprichosa e detalhista, ela é responsável pela decoração e ornamentação nas festas e eventos beneficentes. Além disso, ajuda na cozinha e prepara cachorros-quentes que ficaram famosos entre as crianças e os voluntários pelo sabor, amor e dedicação com que são preparados.
Em 2001, a estudante e técnica em telecomunicações Juliana Aboud procurou na Internet junto com sua amiga Érica, um local para prestar serviço voluntário que ficasse próximo de sua residência. E encontrou o PCA.
Polivalente, Juliana organiza e ministra atividades de recreação para as crianças. E responde também por uma atividade importantíssima no PCA: a redação de cartas de agradecimento para os doadores. A qualidade e a criatividade de seus textos já lhe renderam muitos elogios, que a motivam cada vez mais em ajudar ao próximo e a ser uma pessoa feliz e querida.
O ano de 1989 foi muito especial para Maria de Fátima Arcoverde, especialista do acervo de um importante centro cultural paulistano e uma das mais antigas voluntárias do PCA. O motivo: sua melhor amiga, Ana Maria Campanhã, deu uma encostadinha no Uno Mille novinho da Regina Helena Lucente, voluntária e atual presidente do PCA.
Ao contrário de muitos incidentes dessa natureza, esse teve final feliz. As amigas tocaram o interfone e foram ao apartamento da Regina, para conversar sobre a batida. Algumas xícaras de chá aliviaram a tensão do encontro e marcaram o início de uma grande amizade, que já dura 14 anos. Por fim, o carro foi consertado e as duas amigas, Fátima e Ana, se tornaram voluntárias bastante ativas no PCA.
Regina levava muito trabalho para fazer no apartamento. E Fátima passou a auxiliá-la, dobrando folhetos, embrulhando balas e preparando sacolinhas para as crianças. No final da noite, depois de muito serviço e diversão, uma pizza pedida por telefone encerrava o trabalho.
A motivação de Fátima é ajudar as pessoas, em especial as crianças. 'Se cada um pudesse doar um pouco de seu tempo para o outro, o mundo seria certamente muito melhor. Na verdade, quem te guia é Deus e este é um verdadeiro prazer', acredita.
A voluntária Yvana Buchalla começou em 2005 a dar sua contribuição para as crianças e famílias atendidas pelo PCA. Bem-humorada, trouxe para o projeto a experiência que tinha ao desenvolver trabalhos com portadores de deficiência e de Síndrome de Down.
Ela recebe apoio de toda sua família para desenvolver seu trabalho assistencial. 'A noite de terça-feira é sagrada. É o dia de fazer sacolinhas, limpeza e tudo que for possível para ajudar as crianças', explica.
Projeto Criança Aids - pca@pca.org.br
Rua Apotribu, 261 - Saúde - São Paulo (SP)
Cep 04302-000 - Tel. (11) 2275-9516/2569






