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Depoimento de Laura Mattoso

"Eu descobri o PCA porque estava procurando um trabalho voluntário. Descobri pela internet, me cadastrei e vim fazer uma entrevista. Acho que o trabalho na verdade não é para as crianças, é mais para mim porque aqui é uma terapia. Adoro estar aqui e não me imagino mais longe do projeto.
Nem sempre você precisa estar em contato com as pessoas que você está auxiliando. Essa é a grande dificuldade de arrumar voluntários. As pessoas querem estar sempre junto das crianças. Só que é mais ou menos como um filme, se não tiver bastidores e se não tiver figurinista o filme não vai sair. Então a gente precisa ter esse trabalho pra poder atingir um objetivo que é ajudar as crianças.
Como eu tenho contato com as crianças só em eventos e festas, cada festa é uma emoção diferente. Estar junto delas e saber que elas estão usando as coisas, as roupas e os brinquedos... Os sorrisos delas às vezes não é nem pelo presente que elas ganham nas festas, mas é o carinho. Brincar com elas não tem preço. É a melhor sensação!
Acho que ainda existe muito preconceito das pessoas. Ao falar que trabalho num projeto com crianças soropositivas, algumas pessoas arregalam os olhos e acham meio esquisito, mas pra mim foi a melhor descoberta! Ter esse contato e saber que a gente pode ajudar é o mais importante. Elas levam uma vida normal! Além disso, fiquei feliz por saber que o número de crianças que estão nascendo com HIV agora é muito pequeno, porque as mães têm feito acompanhamentos médicos e o pré-natal. Esses foram conhecimentos que eu adquiri aqui, eu não tinha dados e estatísticas sobre isso e essas informações me deixam muito feliz!"

Laura Mattoso, coordenadora administrativa, voluntário desde 2016.